A vida é muito fácil de ser complicada, basta deixar de ouvir a razão e o coração e dar importância ao que não faz sentido. Eu sempre tive facilidade com isso, não só em complicar a minha, mas a vida dos outros também.
Não que eu goste de fazer o mau, muito pelo contrário, preocupo-me muito com os outros, porém me coloco em primeiro lugar e o faço com muita frequência, o que me tornou um ser egoísta. Perceber um defeito próprio é muito difícil, vi-me mutilada quando percebi que toda a minha convicção passada não era mais que uma verdadeira furada e a vergonha dos argumentos ditos, sem fundamentos, fazia com que o orgulho latejasse. E se não bastasse, por fim ainda era preciso me convencer que toda aquela dor e humilhação estava aí para o meu bem.
E vale a pena crescer? Vale sim. Não sei se quero envelhecer, acredito que não, na verdade eu sei que não. Até hoje não conseguia me ver como mulher, não entendo as minhas atitudes como as de uma, quero apenas ser eu e sou e isso sempre foi visto por mim (e por todos) como infantil ou qualquer outro antônimo de mulher. Mas hoje Maísa-mulher soou tão bem em seus lábios que até me convenceu, porque eu realmente sou. Ser adulto não significa ser perfeito, idéia imatura minha, porque eu não preciso ser perfeita, apenas ser humana, procurando o meu equilíbrio, seguindo a minha índole e os meus princípios, sem fujir do sensato.
Mas talvez tudo isso seja um engano.
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